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1 de outubro de 2019 Blog

O câncer de mama é o tipo de tumor mais incidente entre a população feminina e se caracteriza pelo surgimento de alterações desordenadas nas células mamárias.

O câncer de mama e a importância da rede de apoio

O diagnóstico de um câncer de mama repercute em toda a família e não somente sobre o dia a dia da  paciente com diagnóstico. Todos os sentimentos gerados pelo futuro desconhecido de um tratamento oncológico são vivenciados de forma intensa, tanto individual, quanto coletivamente. Por isso, o acolhimento médico é tão importante nesse momento, bem como o suporte e orientação das demais áreas envolvidas: enfermagem, psicologia, nutrição, etc.

A paciente tende a ser impactada pelas possíveis mudanças em seu corpo e na sua rotina. Por isso, cabe aos familiares e pessoas próximas que compõem sua rede de apoio estarem presentes no cuidado do dia a dia, auxiliando, acompanhando e proporcionando à mulher uma atenção diferenciada, visando passar pelo processo da melhor maneira possível.

Juntos, profissionais da saúde e rede de apoio são capazes de promover a segurança que a paciente com câncer de mama precisa para enfrentar os novos desafios que surgem ao longo do tratamento.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de mama

Atualmente, o diagnóstico do câncer de mama pode ser feito de duas formas:

Através do exame físico, quando a própria paciente percebe alterações na mama e nódulos palpáveis. Apesar da importância do autoexame para que a mulher conheça o seu corpo, o diagnóstico físico pode indicar que o tumor está em fase mais adiantada de desenvolvimento. Dependendo da localização do tumor, ele pode ser palpável e tratar-se de um tumor pequeno. Por exemplo , se o tumor está localizado na periferia da mama, ou se a mama é de pequenas dimensões.

Através dos exames de imagem, principalmente mamografia e ultrassom. Os exames de diagnóstico por imagem são os únicos capazes de detectar o câncer de mama em estágio inicial, quando as chances de cura são de mais de 95%. O diagnóstico precoce foi fundamental para elevar as estatísticas de cura do câncer de mama nos últimos anos e proporcionar a mulher uma melhor qualidade de vida.

Nem todo nódulo é câncer de mama

Existem alterações benignas nas mamas, conhecidas como fibroadenomas e alterações funcionais.

Deve ser lembrado aqui que a maioria dos nódulos palpáveis de mama representam alteração benigna, mas é importante que após a palpação de um nódulo de mama o médico seja procurado.

O fibroadenoma é um nódulo que costuma ter até 3 cm, se move mediante palpação e não provoca dores. Quando há a detecção de nódulos com essas características, é comum que os médicos solicitem exames complementares para que sejam descartadas as chances dos chamados tumores circunscritos. Nesse caso, o exame indicado é a ultrassonografia (ecografia), que deve ser efetuada para início da investigação.

Já a dor mamária é uma alteração funcional e cabe lembrar que o câncer de mama não provoca dores, quando em sua fase inicial.  Se a dor for cíclica, ou seja, surgir de tempos em tempos, principalmente no período pré-menstrual, há boas chances de se tratar desse tipo de alteração funcional. Por isso, o melhor a fazer nesses casos, é manter a calma e procurar orientação médica.

Ao solicitar exames complementares, o médico pode detectar também a existência de lesões pré-malignas. Elas são chamadas assim porque apresentam risco de 5% a 10% de apresentar carcinoma nos próximos 15 anos, o que também depende de outros fatores de risco somados ao diagnóstico. O acompanhamento frequente junto ao médico mastologista contribui de forma importante para detectar precocemente qualquer alteração que precise ser investigada mais a fundo, aumentando as chances de cura nos casos em que a doença é diagnosticada.

 

Dra. Radiá Pereira dos Santos
Diretora Técnica da Mamorad
CRM 05863

 


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30 de outubro de 2018 Campanhas

A mamografia salva vidas. Com isso em mente, reunimos as principais dúvidas das nossas pacientes sobre esse exame para ajudar a conscientizar sobre a importância da realização da mamografia. Nosso objetivo é desmistificar ao máximo o assunto e contribuir para que mais e mais mulheres realizem seus exames periodicamente.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, respondendo por 28% dos novos casos de câncer no Brasil. Anualmente, a estimativa é de cerca de 60 mil novos casos no país, segundo o INCA.

Por ser uma doença multifatorial, o câncer de mama não pode ser completamente evitado. Dessa forma, o diagnóstico precoce é fundamental, pois as chances de cura são de até 95% quando descoberto em estágios iniciais.

Não fique com dúvidas. Converse com o seu médico, busque e compartilhe informação. Para facilitar, o conteúdo abaixo está disponível em pdf neste link.

 

O que é Mamografia?

Mamografia é o exame radiológico da mama, feito com um equipamento especial chamado mamógrafo, que emite radiação em doses mais baixas do que uma radiografia convencional.

A mama é comprimida para possibilitar imagens de alta qualidade capazes de identificar possíveis alterações muito antes da existência de nódulos palpáveis.

A Mamografia Digital é semelhante à mamografia convencional, porém, as imagens obtidas têm maior qualidade de resolução e são armazenadas no computador, dando ao radiologista mais recursos para a análise do exame.

Lembre-se de levar seu exame anterior para que o médico possa comparar com o novo resultado. Isso ajuda ainda mais na precisão do diagnóstico.

Com que idade e frequência deve-se fazer a Mamografia?

Existem algumas controvérsias em relação a esse assunto.

Como o câncer de mama é o segundo mais recorrente e o que mais mata mulheres no Brasil, apoiamos a ideia de que a primeira mamografia seja feita por volta dos 35 anos.

Esse exame deve ser guardado para servir como base comparativa no futuro. À partir dos 40 anos, recomendamos que seja feito o exame a cada 2 anos e após os 50 anos, anualmente.

Mulheres que possuam casos de câncer de mama na família devem iniciar o rastreio ainda mais jovens, sempre com orientação do seu médico.

Quanto tempo dura o exame? Ele exige preparação prévia?

Não há uma padronização do tempo de realização da mamografia, mas podemos estimar uma média de 15 a 25 minutos para a execução do exame.

Esse tempo pode ser maior de acordo com características específicas do tecido mamário de cada paciente.

É aconselhável que a mulher vista-se com uma roupa que tenha 2 peças, para seu conforto, assim é possível manejar apenas a peça de cima na hora da realização do exame.

A mamografia dói? Posso fazer o exame antes da menstruação?

A dor vai depender da tolerância de cada paciente.

Em geral, podemos afirmar que o exame de mamografia não deve provocar dor, mas sim um desconforto suportável. Mamas mais jovens tendem a ser mais densas e podem vir a sentir esse desconforto de forma mais evidente.

No período menstrual, muitas mulheres relatam aumento da sensibilidade das mamas, por isso, quando a paciente relata ter pouca tolerância ao desconforto, orienta-se que o exame seja realizado após a menstruação. Mas, cabe ressaltar que a menstruação não afeta em nada o resultado do exame e não inviabiliza a realização do mesmo.

Por que o autoexame não é suficiente para prevenir o câncer de mama?

Nos últimos anos, as chances de cura do câncer de mama quando diagnosticado precocemente é de mais de 95%.

Por isso, a campanha Outubro Rosa é tão importante no mundo inteiro para informar, conscientizar e popularizar o rastreio entre as mulheres, visto que não se trata de uma doença evitável.

Apenas a mamografia pode diagnosticar precocemente o câncer de mama e, consequentemente, aumentar suas chances de cura. Mesmo assim, o autoexame deve continuar sendo feito todos os meses.

Dessa forma, você conhecerá muito bem as suas mamas e será mais fácil perceber qualquer alteração que surja entre uma mamografia e outra. Percebendo alguma alteração, informe ao seu médico.

As alterações possíveis são: mudança de cor, tamanho, formato, inchaços, saliências, rugosidades ou rebaixamentos do tecido.

A mamografia elimina a necessidade de exames complementares para avaliação das mamas?

A mamografia é extremamente importante para diagnosticar a presença de alterações nas mamas que podem indicar câncer.

Para confirmar o diagnóstico, no entanto, é necessária a realização de uma biópsia da mama. Este exame exige a retirada de um pequeno fragmento do tecido interior da mama, para avaliar em laboratório se existem células cancerígenas.

A biópsia pode ser feita com aplicação de anestesia local, e sem necessidade de internação.

Devo me preocupar se o médico pedir para repetir os exames ou solicitar exames complementares?

Se você for chamada para repetir o exame de mamas, não fique assustada. Existem diversos motivos para este retorno:

Mamas densas podem dificultar a visualização do exame na hora do laudo, pois tem mais tecido mamário que gordura nos seios. A imagem desse tecido aparece em branco, assim como possíveis tumores. Nestes casos, pode ser solicitado um segundo exame ou uma ultrassonografia complementar.

Também podem ser calcificações, que fazem parte de muitos processos da mama. Algumas são malignas, outras não. Por isso, muitas vezes é necessário realizar imagens adicionais na mamografia ou ainda uma biópsia para chegar a um diagnóstico definitivo.

Imagens que não ficaram claras também são motivo para uma nova realização do exame. Isso pode acontecer por algum movimento realizado durante o exame.

  • Quando for encontrado um nódulo:

Entre os 40 e 49 anos, a chance é que 30% das mulheres tenha um resultado falso-positivo, ou seja, que sejam chamadas para fazer imagens adicionais, que no final acabam não sendo nada. E ainda, caso seja encontrado um nódulo, apenas dois em cada dez se relaciona com câncer de mama.

Quem tem prótese de silicone também pode fazer a mamografia?

Sim. Mulheres com implante de silicone podem realizar a mamografia, no entanto é importante avisar ao profissional que estiver executando o exame.

O aviso é importante, porque o profissional realizará mais imagens para possibilitar uma visão completa de cada mama.

A primeira parte do exame é igual e, na segunda, o técnico empurra a prótese e comprime apenas o tecido mamário

É possível, ainda assim, que sejam solicitados exames complementares para garantir um resultado preciso.

Quem já fez quimioterapia, radioterapia ou retirou nódulos pode fazer a mamografia?

Sim. As mulheres que fizeram cirurgia da mama devem fazer mamografia anualmente.

Se a cirurgia foi conservadora deve ser iniciada uns 6 meses após a cirurgia, desde que já tenha terminado a radioterapia.

Mulheres que já retiraram nódulos dos seios devem realizar a mamografia anualmente, além do acompanhamento médico.

 


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10 de janeiro de 2018 Avanços científicos

Além de facilitar o acompanhamento da doença, a tecnologia evitaria que algumas mulheres tomassem remédio por mais tempo do que o necessário

Um estudo americano indica que, no futuro, uma nova tecnologia pode facilitar (e muito) a vida de pacientes que já superaram um câncer de mama. Por meio de um simples exame de sangue, será possível antever o surgimento de um segundo tumor na região – e, assim, realizar o tratamento apropriado antes de isso acontecer.

Segundo o artigo, o teste deverá ser feito cinco anos após o diagnóstico da doença. Líder da pesquisa, o médico Joseph Sparano, do Centro para Cuidado do Câncer Montefiore Einstein (EUA) afirma que, se o resultado da nova avaliação for negativo, as chances de não ter um novo câncer de mama nos próximos dois anos são de impressionantes 98%. Isso é importantíssimo, uma vez que mulheres que já foram flagradas com esse mal uma vez possuem um risco maior de voltar a sofrer com ele.

O exame foi batizado de CellSearch, e procura por células cancerosas espalhadas no sangue. Ele até já está disponível nos Estados Unidos, mas sua real eficácia era questionável pela ausência de evidências científicas. Essa pesquisa, ao que parece, vai dar mais força ao teste – e estimular mais experimentos com ele.

O estudo em si

Foram incluídas no trabalho 547 mulheres que, cinco anos antes, passaram por cirurgia e quimioterapia para vencer um câncer de mama. Cerca de 66% delas, aliás, vinham tomando desde então bloqueadores de hormônios femininos (a chamada hormonioterapia). Trata-se de uma estratégia comum nos casos em que o tumor é estimulado pelo estrogênio.

A partir daí, elas fizeram o tal exame de sangue e foram acompanhadas por mais dois anos. Conclusão: quando a avaliação acusava a presença de células de câncer no sangue, a probabilidade de um tumor de mama reaparecer nesses período era 22 vezes maior!

Só tem um porém: mesmo se o resultado era positivo (ou seja, apontava unidades cancerosas na circulação), 65% das mulheres acabaram não tendo um novo tumor. De acordo com Sparano, no entanto, isso não inviabiliza o exame. “Não acompanhamos as pacientes por tempo suficiente”, disse, em entrevista ao New York Times. Em outras palavras, é possível que esse segundo câncer de mama se desenvolvesse após dois anos.

Outra ponderação importante é a de que a tecnologia analisada não consegue identificar o risco de um novo câncer em mulheres cuja doença não fora causada pelo estrogênio.

 

Fonte: Revista Saúde é Vital


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17 de outubro de 2017 Blog

O que é câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%.

Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais e sintomas
É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos

As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.

Como prevenir

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar

O que aumenta o risco?
O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

Fatores ambientais e comportamentais:

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo (não fazer exercícios);
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação antes de 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários*

  • História familiar de câncer de ovário;
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. Homens também podem ter câncer de mama, mas somente 1% do total de casos é diagnosticado em homens.
Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.

Detecção precoce

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

Mamografia de rastreamento e mamografia diagnóstica: qual a diferença?

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde – assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países – é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame.

Benefícios

    • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
    • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Mamografia diagnóstica
A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

Fonte: INCA – Instituto Nacional do Câncer

 


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9 de agosto de 2017 Novas Tecnologias

A mamografia 3D, também conhecida como Tomossíntese, é uma das grandes evoluções para o diagnóstico do câncer de mama. Devido à alta precisão e ao detalhamento de lesões suspeitas, a procura pelo exame tem aumentado significativamente nos últimos anos.

Um estudo nos Estados Unidos, realizado com 500 mil mulheres e divulgado pelo Journal of the American Medical Association (JAMA), mostrou que, comparada à mamografia 2D, a Tomossíntese detectou um volume de casos de câncer de mama invasivo 40% superior.

De acordo com a diretora médica da Mamorad, Radiá Pereira dos Santos, o exame em 3D alterou a forma de entendimento da mamografia, reduzindo os índices de falsos positivos em 15 %. A tecnologia já é aprovada no Brasil há alguns anos, porém ainda pouco utilizada.

A Dra. Radiá aponta algumas diferenças entre a tomossíntese e a mamografia convencional:

– O exame em 2D pode criar sombras sobrepostas. Já em 3D, oferece mais opções de ângulos e, portanto, mais precisão no resultado;

– A mamografia 2D é importante para a detecção de pequenos depósitos de cálcio e, por isso, não deve ser aposentada. Em muitos casos, ambas se complementam na obtenção de um diagnóstico preciso;

– A Tomossíntese é feita quando surgem dúvidas na mamografia convencional, pois a imagem da mama em 3 D é mais clara e permite avaliar se os tumores são invasivos ou não;

– A mamografia tridimensional possibilita um mapeamento detalhado em toda a glândula mamária, tornando possível visualizar segmentos minúsculos da mama em três dimensões. A evolução permite que o médico perceba toda estrutura dentro da glândula mamária, melhorando o diagnóstico sensivelmente.

Segundo a pesquisa do JAMA, a mamografia 3D aumenta em 29% a detecção de cânceres mamários em relação ao exame bidimensional. Considerados apenas os tumores agressivos, a diferença chega a 41%.


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