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O Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das
Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) se veem no dever de divulgar uma nota de esclarecimento em
resposta a vídeos publicados recentemente na mídia eletrônica (Youtube), que disseminam de maneira irresponsável
informações distorcidas sobre a detecção e diagnóstico do câncer de mama. Assim, gostaríamos de afirmar:
1) O câncer de mama é o tumor mais freqüentes entre as mulheres e a principal causa de morte por tumor no
Brasil e no mundo. Entretanto, no Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, a mortalidade pelo câncer
de mama continua aumentando.
2) A causa do contínuo aumento da mortalidade é a falta de programas de rastreamento adequados ou a baixa
adesão da população aos programas oferecidos – principalmente devido à falta de informação ou então acesso
a informações distorcidas, como estas recentemente veiculadas. Também se deve a falta de acesso em tempo
hábil aos tratamentos recomendados.
3) Deve-se enfatizar que a mamografia é o único exame que, quando realizado de maneira sistemática a partir
dos 40 anos em mulheres assintomáticas, comprovadamente leva a uma redução da mortalidade pelo câncer
de mama. Isso foi demonstrado através de grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, sendo
observado uma redução da mortalidade que variou entre 10% a 35% no grupo de mulheres submetidas ao
rastreamento em relação às que não eram submetidas.
4) Dessa forma, as principais sociedades médicas no Brasil e no mundo são unânimes em recomendar o
rastreamento mamográfico para as mulheres assintomáticas, iniciando a partir dos 40 anos ou 50 anos
(dependendo do país), com uma periodicidade anual ou bienal (também variando em alguns países). No Brasil,
as sociedades médicas recomendam o rastreamento mamográfico anual para as mulheres entre 40 a 75 anos.
5) O auto-exame detecta o tumor quando o mesmo já está em uma fase adiantada, não tendo estudo que
comprove qualquer benefício para a redução da mortalidade, não devendo ser adotado como método de
rastreamento.
6) O risco de câncer radioinduzido é extremamente baixo, tendo em consideração as doses de radiação
envolvidas em cada exame. E não existe estudo que demonstre que os riscos excedem os benefícios, na faixa
etária recomendada.
7) Citação de absurdos como “uma biópsia leva a desenvolver câncer” foge a compreensão de qualquer médico
com um mínimo de conhecimento na área oncológica.
Dessa forma, a indignação é porque muitas mulheres que assistem a esses vídeos podem considerar não realizar a
mamografia. E isso pode significar a perda da chance de detectar o tumor de mama em uma fase inicial, em que se
pode oferecer a possibilidade de cura e tratamentos menos agressivos.

Comissão Nacional de Mamografia – Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia,
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

São Paulo, 15 de abril de 2019


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8 de março de 2019 Mamorad DiagnósticosBlog0

As mulheres têm cada vez mais doenças cardiovasculares (DCV), também conhecidas como cardiopatiasEsse grupo de doenças afeta diretamente o coração ou os vasos sanguíneos e ocorre por causa de dois grandes fatores: genética e ambiente social.

  • O coração das mulheres é menor que o dos homens, as artérias coronárias são mais estreitas e a frequência cardíaca de repouso é maior, ou seja, o coração permanece mais acelerado.
  • Fatores como rotina estressante, em casa e no trabalho, aumento da circunferência abdominal, tabagismo, hipertensão arterial, alteração dos níveis de colesterol e triglicerídios são as causas mais comuns.

Os sintomas das doenças cardiovasculares variam bastante devido à extensão do problema. Em caso de persistência deles, consulte um médico para avaliar toda a sua saúde:

  • Hipertensão arterial;
  • Tosse persistente;
  • Dificuldade de respirar durante o sono;
  • Falta de ar;
  • Dor no peito e palpitações;
  • Náuseas e falta de apetite;
  • Taquicardia;
  • Angina (dor no peito);
  • Indigestão;
  • Náusea;
  • Sudorese intensa;
  • Dor no pescoço, mandíbula, garganta e costas;
  • Fadiga;
  • Desmaio;
  • Sensação de frio nas pernas ou braços;
  • Inchaço dos pés, tornozelos e pernas;
  • Coloração azulada na ponta dos dedos ou nas unhas;
  • Transpiração excessiva;
  • Palidez.

Os fatores de risco das doenças cardiovasculares, em geral, estão  relacionados. Por isso, para uma melhor prevenção, é preciso monitorar e/ou alterar todo o estilo de vida.

Ser saudável requer mais do que uma prática frequente de exercícios, apesar de isso ser muito importante! Por isso também preste atenção especial  na sua alimentação, peso e ingestão de álcool e cigarro.


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8 de março de 2019 Mamorad DiagnósticosBlog0

Dentre outras doenças que mais acometem as mulheres, a depressão é uma das mais silenciosas. É necessário tocar nesse assunto porque ainda existe muito preconceito contra pessoas que sofrem desse distúrbio.  Não é raro que a pessoa em estado depressivo seja vista como alguém que não dá valor à vida ou que esteja se vitimizando, por exemplo.  

Depressão é coisa séria!

Não é à toa que ela é chamada pela Organização Mundial da Saúde de “Mal do Século”. Algumas pesquisas afirmam que ela ocorre mais em mulheres porque elas se permitem sentir mais do que os homens: em geral, dão mais valor às ligações e relações pessoais.

Mas o que se sabe com plena certeza é que se trata de uma doença psiquiátrica que provêm do desequilíbrio na bioquímica cerebral e pode surgir por uma grande variedade de fatores.

Além do sentimento de infelicidade, já se sabe que a depressão pode influenciar no declínio do sistema imunológico, abrindo portas para outras doenças, além de deixar o organismo suscetível aos processos inflamatórios.

Por isso cuidar da saúde mental é tão necessário!

Fique atenta. Tristeza de vez em quando é normal, mas se alguns desses sintomas persistirem é necessário uma consulta com um psicólogo ou psiquiatra:

  • Desesperança, desamparo e angústia
  • Tristeza persistente
  • Apatia
  • Pensamentos negativos ou preocupações
  • Baixa auto-estima (intelectual e física)
  • Perda do prazer em atividades de rotina
  • Perda de libido
  • Irritabilidade
  • Dificuldade de concentração
  • Perda de memória
  • Dificuldade de tomada de decisão

A depressão também pode ter como consequência o surgimento de outros problemas que interferem diretamente na qualidade de vida:

  • Ansiedade
  • Distúrbios do sono
  • Crises de pânico
  • Distúrbios alimentares
  • Imunidade baixa

A doença psiquiátrica pode ser silenciosa e solitária. Procurar ajuda médica é essencial para o diagnóstico e tratamento. Busque ajuda!


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30 de novembro de 2018 Mamorad DiagnósticosBlog0

A diretora médica da Mamorad, Dra. Radiá Pereira dos Santos, é colaboradora de conteúdo científico no livro MAMA (editora Elsevier), lançado recentemente durante o 18° Congresso Brasileiro de Radiologia, realizado no Rio de Janeiro. Ela aborda no capítulo 36 da publicação o tema “Algoritmo e Diagnósticos Diferenciais dos Principais Achados Radiológicos Mamográficos”.

Editada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, a obra faz parte da série especial do CBR, que tem por objetivo auxiliar residentes e profissionais atuantes na área de radiologia e diagnóstico por imagem a colaborar com a detecção precoce de doenças, abrangendo temas essenciais para o aprendizado.

O livro contou com a participação de mais de 80 especialistas de renome nacional em destaque no cenário do diagnóstico por imagem.


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29 de novembro de 2018 Mamorad DiagnósticosBlog0

Mais de metade dos homens com mais de 60 anos tem aumento da próstata. Esta condição é denominada hiperplasia prostática benigna (HPB) ou hipertrofia benigna da próstata. Não se sabe exatamente por que este aumento ocorre. No entanto, não é câncer e não provoca câncer. É importante mencionar que alguns homens podem apresentar sintomas da HPB enquanto outros não.

Sintomas

Micção frequente. O sintoma mais comum da HPB é a vontade de urinar com mais frequência, inclusive durante a noite. Isso ocorre porque a próstata pressiona a uretra, que conduz a urina para fora do corpo. Devido a pressão, os músculos da bexiga passam a trabalhar mais para liberar a urina. A bexiga, eventualmente, pode começar a se contrair, mesmo quando apenas uma pequena quantidade de urina está presente, criando a vontade de urinar com mais frequência.

Dificuldade para urinar. A pressão sobre a uretra pela próstata aumentada e o trabalho suplementar exigido aos músculos da bexiga pode levar a outros sintomas da HPB como, por exemplo, demora para iniciar a micção e urinar com um fluxo mais fraco do que antes. O homem pode sentir que ainda há urina dentro da bexiga mesmo após ter acabado de urinar.

Incapacidade de urinar. Se a HPB bloqueia completamente a uretra, pode resultar em incapacidade de urinar. Isto também pode ocorrer como resultado de infecções ou se os músculos da bexiga se tornam excessivamente fracos. A incapacidade de urinar é uma condição séria que pode danificar permanentemente os rins ou a bexiga. Neste caso, deve-se procurar um pronto socorro de urgência.

É importante consultar um médico se o homem começa a apresentar sintomas da HPB.

Quem pode ter HPB?

A próstata cresce ao longo da vida de um homem, começando na puberdade e novamente a partir dos 25 anos de idade em diante. Normalmente, o homem não apresenta sintomas do aumento de tamanho da próstata antes dos 40 anos, mas até 90% dos homens têm sintomas de HPB após os 85 anos, cerca de um terço dos homens com sintomas apresentarão algum transtorno evidente de HPB.

Não se sabe porque a próstata continua crescendo ao longo da vida de um homem. Hormônios como a testosterona, di-hidrotestosterona (DHT) e estrogênio podem estar envolvidos na regulação do crescimento da glândula.

Por outro lado a vasectomia e a atividade sexual não aumentam o risco de HBP. Tampouco não se sabe porque alguns homens têm sintomas enquanto outros não.

Os sintomas da HPB também podem ser sintomas de outras doenças, incluindo tumores e infecções, por isso a importância de consultar um médico se aparecem sintomas, para realizar o diagnóstico correto e descartar outras possíveis causas.

Devemos lembrar que alguns dos sintomas da HBP são os mesmos do câncer de próstata. No entanto, a HPB é muito mais comum do que o câncer de próstata.

Diagnóstico

O diagnóstico da HBP baseia-se nos sintomas que o homem apresenta, seu histórico clínico e resultados de alguns exames, como:

  • Toque retal, para avaliar o tamanho e forma da próstata.
  • Ultrassom.
  • Biópsia da próstata.
  • Estudos do fluxo de urina.
  • Cistoscopia, para observar o interior da bexiga.

Tratamento

O tratamento da HPB vai depender dos sintomas apresentados e sua intensidade. Infecções recorrentes, problemas para urinar, incontinência urinária e danos aos rins podem impactar significativamente na qualidade de vida do homem. Alguns medicamentos ou cirurgia podem ajudar se os sintomas são severos.

Medicamentos para Fluxo de Urina

Os medicamentos, como os bloqueadores alfa, são prescritos para tratar a pressão alta e podem ajudar a relaxar os músculos da bexiga e próstata, permitindo que a urina flua mais livremente. Os bloqueadores alfa incluem silodosina, alfuzosina, tamsulosina, doxazosina e terazosina. Um efeito colateral comum destes medicamentos é diminuir ou provocar ausência de ejaculação.

Medicamentos para parar o Crescimento da Próstata

Inibidores da 5-alfa redutase são drogas que podem parar o crescimento da próstata ou mesmo diminuir seu tamanho. Eles agem através da redução da produção do hormônio DHT. Exemplos destes medicamentos são a dutasterida e a finasterida. A desvantagem destes fármacos é que eles podem diminuir o desejo sexual e provocar disfunção erétil, podendo demorar até um ano para se perceber os benefícios do uso destes medicamentos.

Combinação de Medicamentos

Em alguns casos tomar mais de um medicamento pode ser benéfico. Combinar um medicamento que retarda o crescimento da próstata com um que relaxa os músculos da bexiga pode funcionar melhor do que as mesmas drogas administradas individualmente.

Procedimentos Invasivos

Quando os medicamentos não são eficazes para o alívio dos sintomas, procedimentos para remover o excesso de tecido da próstata devem ser considerados. Dois procedimentos normalmente podem ser realizados no consultório de um urologista: ablação transuretral por agulha (TUNA) e ablação por radiofrequência e terapia transuretral com micro-ondas (TUMT). Estes procedimentos são menos invasivos do que a cirurgia convencional e podem ser realizados em menos de uma hora.

Cirurgia

A ressecção transuretral da próstata (RTUP) é um procedimento cirúrgico para HPB. Nesta técnica um instrumento é inserido através do pênis e uretra para remover uma parte de tecido prostático. A cirurgia a laser transuretral é mais comumente realizada. Existem diferentes procedimentos com laser:

  • Vaporização fotoseletiva (PVP). Usada para evaporar tecido da próstata em excesso abrindo o canal urinário.
  • Ablação por laser Holmium (HoLAP). Similar ao PVP.
  • Enucleação a laser de Hólmio (HoLEP). Para emoção do excesso de tecido que obstrui a uretra.

Conduta Expectante

Se o homem apresentar sintomas leves, o médico pode sugerir observar a evolução do quadro clínico por um tempo determinado. Um check-up anual ou com mais frequência pode ser necessário. Em alguns casos a doença nunca precisará de quaisquer tratamentos se os sintomas não piorarem. Na verdade, os sintomas tendem a se resolver por conta própria em até um terço dos casos leves de HPB.

Mudanças no Estilo de Vida

Algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar no alívio dos sintomas, como por exemplo:

  • Reduzir o consumo de álcool e cafeína;
  • Evitar beber líquidos na hora de dormir, e ingerir pequenas quantidades ao longo do dia;
  • Evitar o uso de descongestionantes e anti-histamínicos;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Criar o hábito de ir ao banheiro quando tiver mais vontade;
  • Esvaziar totalmente a bexiga, aguardar um momento e tentar novamente;
  • Praticar técnicas de relaxamento e contra o estresse.

Hiperplasia Prostática Benigna x Sexualidade

Algumas evidências sugerem que homens mais velhos com HPB podem ter mais problemas sexuais e alguns medicamentos usados para tratar a HPB podem provocar problemas de ereção e ejaculação. É importante conversar com o médico, ser honesto e deixar os pudores de lado para esclarecer suas dúvidas. Eventualmente a troca de medicação poderá resolver esses problemas.

Finalmente muitos homens não sabem que têm HPB e outros nunca apresentarão sintomas. Mas, para aqueles que não tiverem sintomas importantes, existem várias opções de tratamento disponíveis.

Sempre consulte o seu médico se notar alguma mudança ou o aparecimento de quaisquer sintomas.

 

Fonte: Oncoguia


22 de novembro de 2018 Mamorad DiagnósticosBlog0

Já surgiram na mídia matérias sugerindo uma relação entre mamografia e aumento da incidência de câncer de tireoide. Essas reportagens geram dúvidas quanto à necessidade do uso de protetor de tireoide durante a realização da mamografia. Sobre esse assunto é importante reafirmar:

1) Não existem dados consistentes que demonstrem que uma mulher submetida a mamografia tenha aumento do risco de câncer de tireoide.

2) A dose de radiação para a tireoide durante uma mamografia é extremamente baixa (menor que 1% da dose recebida pela mama). Isto é equivalente a 30 minutos de exposição à radiação recebida a partir de fontes naturais.

3) Com base nesses dados, o risco de indução de câncer de tireoide após uma mamografia é insignificante (menos de 1 caso a cada 17 milhões de mulheres que realizarem mamografia anual entre 40 e 80 anos);

4) Além disso, o protetor de tireoide pode interferir no posicionamento da mama e gerar sobreposição – fatores que podem reduzir a qualidade da imagem, interferir no diagnóstico e levar à necessidade de repetições de exames.

5) Em nota, a Agência Internacional de Energia Atômica destaca: ”Na mamografia moderna, há uma exposição insignificante para outros locais que não seja a mama. O principal valor da utilização dos protetores de radiações é psicológico. Se tais protetores forem fornecidos, somente a pedido da paciente. O protetor não deve ser mantido em exposição na sala de exame. A presença dos aventais e colares na sala de mamografia pode sugerir que seu uso é uma prática aceitável, o que não é o caso.”

Portanto, o Colégio Brasileiro de Radiologia, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia reiteram a posição de NÃO RECOMENDAR O USO DO PROTETOR DE TIREOIDE EM EXAMES DE MAMOGRAFIA. Essa posição está de acordo com o posicionamento de outras entidades internacionais: American College of Radiology, American Society for Breast Disease, American Thyroid Association e International Atomic Energy Agency.

Comissão Nacional de Mamografia: Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia


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30 de outubro de 2018 Mamorad DiagnósticosCampanhas0

A mamografia salva vidas. Com isso em mente, reunimos as principais dúvidas das nossas pacientes sobre esse exame para ajudar a conscientizar sobre a importância da realização da mamografia. Nosso objetivo é desmistificar ao máximo o assunto e contribuir para que mais e mais mulheres realizem seus exames periodicamente.

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, respondendo por 28% dos novos casos de câncer no Brasil. Anualmente, a estimativa é de cerca de 60 mil novos casos no país, segundo o INCA.

Por ser uma doença multifatorial, o câncer de mama não pode ser completamente evitado. Dessa forma, o diagnóstico precoce é fundamental, pois as chances de cura são de até 95% quando descoberto em estágios iniciais.

Não fique com dúvidas. Converse com o seu médico, busque e compartilhe informação. Para facilitar, o conteúdo abaixo está disponível em pdf neste link.

 

O que é Mamografia?

Mamografia é o exame radiológico da mama, feito com um equipamento especial chamado mamógrafo, que emite radiação em doses mais baixas do que uma radiografia convencional.

A mama é comprimida para possibilitar imagens de alta qualidade capazes de identificar possíveis alterações muito antes da existência de nódulos palpáveis.

A Mamografia Digital é semelhante à mamografia convencional, porém, as imagens obtidas têm maior qualidade de resolução e são armazenadas no computador, dando ao radiologista mais recursos para a análise do exame.

Lembre-se de levar seu exame anterior para que o médico possa comparar com o novo resultado. Isso ajuda ainda mais na precisão do diagnóstico.

Com que idade e frequência deve-se fazer a Mamografia?

Existem algumas controvérsias em relação a esse assunto.

Como o câncer de mama é o segundo mais recorrente e o que mais mata mulheres no Brasil, apoiamos a ideia de que a primeira mamografia seja feita por volta dos 35 anos.

Esse exame deve ser guardado para servir como base comparativa no futuro. À partir dos 40 anos, recomendamos que seja feito o exame a cada 2 anos e após os 50 anos, anualmente.

Mulheres que possuam casos de câncer de mama na família devem iniciar o rastreio ainda mais jovens, sempre com orientação do seu médico.

Quanto tempo dura o exame? Ele exige preparação prévia?

Não há uma padronização do tempo de realização da mamografia, mas podemos estimar uma média de 15 a 25 minutos para a execução do exame.

Esse tempo pode ser maior de acordo com características específicas do tecido mamário de cada paciente.

É aconselhável que a mulher vista-se com uma roupa que tenha 2 peças, para seu conforto, assim é possível manejar apenas a peça de cima na hora da realização do exame.

A mamografia dói? Posso fazer o exame antes da menstruação?

A dor vai depender da tolerância de cada paciente.

Em geral, podemos afirmar que o exame de mamografia não deve provocar dor, mas sim um desconforto suportável. Mamas mais jovens tendem a ser mais densas e podem vir a sentir esse desconforto de forma mais evidente.

No período menstrual, muitas mulheres relatam aumento da sensibilidade das mamas, por isso, quando a paciente relata ter pouca tolerância ao desconforto, orienta-se que o exame seja realizado após a menstruação. Mas, cabe ressaltar que a menstruação não afeta em nada o resultado do exame e não inviabiliza a realização do mesmo.

Por que o autoexame não é suficiente para prevenir o câncer de mama?

Nos últimos anos, as chances de cura do câncer de mama quando diagnosticado precocemente é de mais de 95%.

Por isso, a campanha Outubro Rosa é tão importante no mundo inteiro para informar, conscientizar e popularizar o rastreio entre as mulheres, visto que não se trata de uma doença evitável.

Apenas a mamografia pode diagnosticar precocemente o câncer de mama e, consequentemente, aumentar suas chances de cura. Mesmo assim, o autoexame deve continuar sendo feito todos os meses.

Dessa forma, você conhecerá muito bem as suas mamas e será mais fácil perceber qualquer alteração que surja entre uma mamografia e outra. Percebendo alguma alteração, informe ao seu médico.

As alterações possíveis são: mudança de cor, tamanho, formato, inchaços, saliências, rugosidades ou rebaixamentos do tecido.

A mamografia elimina a necessidade de exames complementares para avaliação das mamas?

A mamografia é extremamente importante para diagnosticar a presença de alterações nas mamas que podem indicar câncer.

Para confirmar o diagnóstico, no entanto, é necessária a realização de uma biópsia da mama. Este exame exige a retirada de um pequeno fragmento do tecido interior da mama, para avaliar em laboratório se existem células cancerígenas.

A biópsia pode ser feita com aplicação de anestesia local, e sem necessidade de internação.

Devo me preocupar se o médico pedir para repetir os exames ou solicitar exames complementares?

Se você for chamada para repetir o exame de mamas, não fique assustada. Existem diversos motivos para este retorno:

Mamas densas podem dificultar a visualização do exame na hora do laudo, pois tem mais tecido mamário que gordura nos seios. A imagem desse tecido aparece em branco, assim como possíveis tumores. Nestes casos, pode ser solicitado um segundo exame ou uma ultrassonografia complementar.

Também podem ser calcificações, que fazem parte de muitos processos da mama. Algumas são malignas, outras não. Por isso, muitas vezes é necessário realizar imagens adicionais na mamografia ou ainda uma biópsia para chegar a um diagnóstico definitivo.

Imagens que não ficaram claras também são motivo para uma nova realização do exame. Isso pode acontecer por algum movimento realizado durante o exame.

  • Quando for encontrado um nódulo:

Entre os 40 e 49 anos, a chance é que 30% das mulheres tenha um resultado falso-positivo, ou seja, que sejam chamadas para fazer imagens adicionais, que no final acabam não sendo nada. E ainda, caso seja encontrado um nódulo, apenas dois em cada dez se relaciona com câncer de mama.

Quem tem prótese de silicone também pode fazer a mamografia?

Sim. Mulheres com implante de silicone podem realizar a mamografia, no entanto é importante avisar ao profissional que estiver executando o exame.

O aviso é importante, porque o profissional realizará mais imagens para possibilitar uma visão completa de cada mama.

A primeira parte do exame é igual e, na segunda, o técnico empurra a prótese e comprime apenas o tecido mamário

É possível, ainda assim, que sejam solicitados exames complementares para garantir um resultado preciso.

Quem já fez quimioterapia, radioterapia ou retirou nódulos pode fazer a mamografia?

Sim. As mulheres que fizeram cirurgia da mama devem fazer mamografia anualmente.

Se a cirurgia foi conservadora deve ser iniciada uns 6 meses após a cirurgia, desde que já tenha terminado a radioterapia.

Mulheres que já retiraram nódulos dos seios devem realizar a mamografia anualmente, além do acompanhamento médico.

 



Dra. Radiá Pereira dos SantosA médica radiologista e diretora médica da Mamorad, Dra.Radiá Pereira dos Santos, foi palestrante do 28° Curso de Atualização em Ultrassonografia, realizado no dia 22 de Setembro no Hotel Deville. Ela participou do encontro médico abordando os seguintes temas: Sinais Radiográficos do Câncer de Mama Assintomático, Sinais Radiográficos de Mama Densa e Tomossíntese.

O evento contou com a participação de renomados profissionais da área de radiologia no Rio Grande do Sul.


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12 de setembro de 2018 Mamorad DiagnósticosNotícias0

Uma pesquisa realizada em São Paulo sugere que a maioria da população desconhece essa e outras formas de prevenir a doença nas mamas

Os casos genéticos de câncer de mama correspondem a aproximadamente 10% de todos no mundo. Isso significa que os outros 90% envolvem também fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e não ter amamentado.

O problema é que essa questão é amplamente desconhecida, segundo dados de um levantamento realizado com usuários dos metrôs de São Paulo. Essa pesquisa fez parte da campanha Cada Minuto Conta, uma parceria entre a União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) e a farmacêutica Pfizer.

Dentro da amostra de 270 passageiros, 22% das mulheres e 19% dos homens acreditavam que o aleitamento materno não diminuía a probabilidade de tumores na mama. Além disso, 78% das participantes não sabiam que ter filhos também abaixa essa possibilidade.

O oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explicou em um comunicado o porquê da relação: “Quanto menos filhos, maior o número de ciclos menstruais na vida da mulher, que são momentos de maior exposição a hormônios relacionados à doença. Da mesma forma, quanto maior o período de amamentação, menos ciclos menstruais, e maior a proteção”.

É claro que essas não são as únicas maneiras de prevenir a disfunção. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), aponta outras considerações importantes:

Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

Fonte: Revista Saúde

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